02 agosto 2009

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The particular problem of bare spaces




Perhaps the dream of freely connecting to other people may always conflict with the dream of starting over again fresh and unencumbered. But the French Revolution showed something more particular about the result of these conflicting principles of liberty, something more unexpected. Rather than the nightmare of a mass of bodies running wild together in a space without boundaries, as Le Bon feared, the Revolution showed how crowds of citizens became increasingly pacified (numbed) in the great open volumes where the Revolution staged its most important public events. The space of liberty pacified (numbed) the revolutionary body.


Richard Sennett, Flesh and Stone


Maja
Auto retrato



24 julho 2009

Depois das borboletas, o inferno encheu-se de ecrans-plasma e emigrantes de férias na terra-mãe.

23 julho 2009

Novo Rumo, O Desertor.
Recortava em jornais, revistas e livros de história, fotografias de multidões e pintava retratos minuciosos de cada pessoa, até onde conseguia ver.

De ontem:
Como sustentar um colectivo que preserve a singularidade?
Como preservar a singularidade sem autismo?
Anota:
"O que é meu é primeiramente a minha distância"
"Os corpos sabem-se"
(dois corpos que trazem um ao outro um acréscimo de alegria)

(quando desisti de anotar frases frenéticamente rabisquei um pente inconsciente, que tem sempre mais que um dente.)

18 julho 2009

Postais: vou para uma praça renovada pedir às pessoas para desenharem como a gozariam.  Repito jogo e futuro muitas vezes. Responderam-me que está muito bonita assim. Toma.

De qualquer maneira, está demasiado calor para isto. Desenharam lagos mas não banhos. Que haveriam, se não fossem proibidos e a água só de olhar. Uma fonte também. Sei de uma associação de moradores que nasceu numa fonte.

O risco maior é ficar sozinha ao sol.

17 julho 2009




mais um desenho patet(ico), desta feita de um construtor de ruínas, com bigode.

29 junho 2009

27 junho 2009

Estou sempre a adiar-me.
Nunca chego a acontecer.

21 junho 2009

20 junho 2009

Depois à tarde passei no mercado da Praça de Espanha e reparei num grupo de 3 raparigas. Uma delas segurava uma mala pequena numa mão, que afinal era um pé.

19 junho 2009

Sonhei com uma peregrinação. Uma mulher, vestida de forma muito simples, percorria um longo caminho ao lado de uma estrada, mas percorria-o com os dedos, como quando fingimos que temos pernas nas mãos.

17 junho 2009

Então, tudo bem?
Reli o Master and the Margarita do Mikhail Bulgakov, um grande prazer.
(Excepto no estudo, reler não faz parte dos meus hábitos, por causa da sensação comum e fatal de que nunca vou ter tempo para ler tudo o que quero. Mas a expressão ler de novo é verdadeira e contradiz isto. tenho que acabar com a ansiedade, para poder voltar a alguns livros)

Fui passar a semana (com direito à ponte que faz esmorecer o país) ao Gerês. Nadei por cima de uma aldeia submersa, com oculos e tubinho para respirar. Tive medo e foi Maravilhoso.
Vi carvalhos gigantes, troncos e raizes retorcidos e antigos, cobertos de musgo, faias e bétulas enormes. Vi a luz e a sombra mudarem no chão com as árvores que mudavam por cima da cabeça.
(nestes dias fiz quase tudo o que está no post das 5 coisas que mais me fazem feliz. e mais não preciso de dizer. Que se lixe o país)

De volta ao trabalho com mil projectos para arrancar. Penso no que me trouxe aqui, para o que ficou instituido como o Serviço Educativo, no meu caso de um Teatro. Comecei a trabalhar nesta coisa da "mediação" das artes porque me desiludi com o meio, porque não tive coragem, porque nunca prestei como artista. E queria trabalhar com pessoas. Estar perto. Não queria vender nada (ingénua, pois, bem sei que o trabalho é mercadoria) Na escola estudei e pensei bastante sobre o que se definia como arte pública, como em portugal cheirava a mofo, as experiências comunitárias lá fora, lá fora, lá fora, e o diabo. As cidades, o urbanismo, o desenho das vidas pela arquitectura e o poder que nela se reflecte e se encena. A arte no espaço público e a relação com as corporações. Lia os situacionistas em apontamentos encontrados na biblioteca da cinemateca, porque quase não havia nada editado. Depois fui desistindo da acção, do manifesto quando pensei que a reificação dos desejos, das ideias, das utopias as tornavam passiveis de serem reabsorvidas pelo poder e devolvidas como produtos, com mais ou menos valor. Esta compreensão foi quase intuitiva ou empirica. Comecei a pensar que só no absurdo e na falta de sentido se poderia dar a verdadeira revolução, naquilo que não tinha forma. E que de qualquer maneira não fazia sentido a imagem do artista isolado a cuspir coisas, mais ou menos brilhantes mas com certeza inacessiveis para quem queria dizer. Pareceu-me então que a existência de um serviço dentro das instituições culturais que fizesse e pensasse possiveis pontes entre as comunidades locais e os objectos artisticos traziam em si a possibilidade de subversão, uma reflexão e acção sobre o meio em torno. Que a beleza ou o asco são experiências transformadoras que acarretam em si inumeras possibilidades. Que a verdadeira aprendizagem, integrada e significativa, poderia acontecer ai. Que nestes lugares se propiciasse a reflexão sobre a própria comunidade. Enfim. Mas quando explico o que faço e alguém me responde que fixe! corrigo imediatamente a utopia. continuo a acreditar em muitos dos projectos que programo ou nos quais participo...Mas... Além de passar metade do tempo embrulhada em burocracias o trabalho com a comunidade tornou-se uma moda. Os subsidios, de quem dependem artistas e instituições, estão para aqui virados.Na minha versão mais conspirativa diria que esta é uma alteração consciente, que acontece não só porque há aí um nicho de mercado mas também porque assim se mata a possibilidade de mudança à partida. Farto-me de receber propostas e ouvir directores de grandes instituições dizerem barbaridades, falando como se tivessem descoberto a polvora, como se estas experiências nunca tivessem sido feitas, falhadas, conseguidas e repensadas. E o dinheiro, assim dado, sem avaliação, pelo nomes e não pelo projecto que se apresenta, etc. etc. etc.não estimula o acontecimento, antes o faz esmorecer. A qualidade ausenta-se, as relações também e a comunidade passa a ser um produto, moeda de troca. O autarcas congratulam-se com o discurso de uma suposta envolvência do povão no seu projecto de futuro, através de projectos artisticos. Que passam a estar assim do lado do poder, servindo-o. Pergunto-me se farão alguma ideia da força que um trabalho a sério poderia realmente ter. Como poderiam ser postos em causa.
Não há um poder verdadeiramente corajoso.

(sobre tudo isto, ou roçando algumas destas questões, mas com muito mais referências e num pensamento articulado e inteligente, há um artigo do Gonçalo Pena no infinito ao espelho, um blog na barra aqui ao lado. é um escrito de artista.)

Nestes dias recebi a última Cabinet. Surpreende-me sempre. Esta estação é a da DECEPTION e até agora gostei muito disto . E do artigo do Christopher Turner, onde li sobre os jantares que o Kant organizava. Com regras de etiqueta muito rigidas, com gosto, eram encontros para discussão acesa de ideias que não poderia nunca esmorecer (e só poderaim acontecer no conforto do gosto?). Aqui, segundo o autor, o filósofo pode ter percebido, por antagonismo, porque é que, na linguagem, é o gosto (um sentido menor) que é usado para falar sobre uma obra de arte. Porque o asco (disgust) não tem representação. Lembrei-me da miss spring, que acho que muito me poderia explicar sobre isto, se nos conhecessemos e eu fosse a um jantar mas dela.

Agora estou a ler o Flesh and Stone, The Body and the City in the Western Civilization. Estou mesmo no ínicio, nas guerras do peloponésio e leio que os gregos usaram a sua percepção da fisiologia do corpo humano, especialmente a temperatura do corpo, como regulador social (na criação de regras de subordinação e regulação) e como motivo (não metáfora) para criar a(s) forma(s) da cidade. E claro, no berço da democracia as mulheres seriam frias e os homens calientissimos. E o calor é o que tem maior valor. Eles nus e erectos, a retórica e a ginástica a aquece-los e a enriquece-los. Elas na sombra das casas, vestida até aos pés. Pois.

31 maio 2009

o inferno está cheio de borboletas.
bom... hesitei, pensei naaa, not my thing, é pá estas correntes...bla, bla, apagar, escrever, voltar atrás, hesitar, ...
mas aqui vai, um convite da miss spring
que muito me honra! Top 5 (porque isto muda) das coisas que mais gosto:
1.caminhar.
2.estar ao sol. e ir para uma sombra. de árvore.
3.viajar. de comboio. com o hugo.
4.abraços.
5.dormir ao ar. e acordar.

é isto por hoje.
acho que devo agora convidar outras pessoas e assim sendo convido a ka
e a joana. oh yeah.

21 maio 2009

Delish

partes 1 (estão inteirinhos lá,onde?) de 3 dos fantásticos filmes de um Jan Svankmajer que eu desconhecia até encontrá-lo aqui.










(e por ver um a seguir aos outros não consigo deixar de pensar na Alice como uma história de sucessivas ingestões. )

20 maio 2009





porque gosto de fingir que me enganam os olhos.
por causa das camadas. e da inutilidade. e do frio.
porque isto é a pintura de um modelo tridimensional feito para ser pintado. e gosto de vaivens que sofrem acontecimentos minúsculos.

19 maio 2009



Será a falta de poder que impede as pessoas de cometer as atrocidades que apregoam em bandos à volta do Correio da Manhã na mesa do café? (capava-o, pendurava-a com uma corda no tecto da escola (?????), corria-o a tiro, só o pénis não cortava-lhe também as mãos, tirava-lhe tudo, é a lista de torturas para hoje)

01 maio 2009

21 abril 2009

Carregadora de restos de satélites

15 abril 2009

03 abril 2009

On the last night of march, beauty happened to us.
it took my breath without killing me.

25 março 2009

abc dos últimos dias
ânsiabactériacabeçadorefeitosfebreginecológicahospitalinfectadajargãoladomerdanolotilopressãoposologiaquedarimsanguetratourinavoltarenwhathásempreumxnosexcipientesyourzona

10 março 2009

Cartas
da Polónia para ti.

03 março 2009


por outro lado voltei a ter um sonho daqueles em que sonho com uma obra e desta vez era uma sala vazia mas com um cheiro brutal a sexo e suor.

02 março 2009

19 fevereiro 2009

silly post (for a sunny friday)

16 fevereiro 2009

Hamlet sou eu
Há manhãs em que trabalhar no inferno compensa.
Hoje foi uma delas. Graças aos Praga.
Autores de um Hamlet genial. Ou 3.
1 falado e brutalmente resumido, 2 contado com o conteúdo de um necessaire (ou de um armário de casa de banho, com uma porta-espelho) e um copo de água para afogar Ofélia, 3 vestido e encorpado pelos putos. O palco cheio de gente, palavras, música, um castelo insuflável, strobs, espadas, sangue, balões, cabeleiras, projecções, chapeús, microfones, serpentinas, para dançar um texto brilhante.

12 fevereiro 2009

Fischli & Weiss's adventures (shuffle mode)





06 fevereiro 2009

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Mail box

1.
Derek to me

Hello Rita,
My apologies, but we have recently had to back-order your copy of Here is Always Somewhere Else.
We will be mailing it to you within a few business days.
Sorry for the inconvenience,
Derek
AgitPop Media

2.
2009 to me

Find a globe. Point to where you are. Now point to the exact opposite location. This is the farthest place away from you. Figure out exactly how to get there (this is easily done online). Write down the directions and seal them in an envelope. On the envelope write: "How to get as faraway as possible." Keep this envelope in a safe place. You may need this in the future in case you have to escape (because of the occurrence of undesirable future events, or simply the overwhelming of certain feelings over your body and mind
http://www.davidhorvitz.com/2009/http://davidhorvitz.tumblr.com/This email should only be sent to those who have asked to receive it.

3.
Cabinet Subscriptions to me

Dear Rita ,Cabinet Issue 32 (Winter 2008-09, with a theme section on "Fire") will be shipping soon, and we are writing to confirm that we have your correct address in our records.
(...)
If this address is correct, please do NOT respond to this message – it saves us a great deal of time. If your address needs to be changed, please email us at subscriptions@cabinetmagazine.org by Monday, January 19th at 6 pm EST. This simple action will save you from dreadful delivery delays and losses, and us from costly task of problem-solving. FYI, your subscription lapses with Issue 34. If it's time to renew, please visit www.cabinetmagazine.org/renew. Renewing now, you are eligible for the early renewal discount. The Cabinet shipping team (which moonlights as the editorial team) will truck your issue to a postal sorting facility later that week. Thereafter, depending on your relative proximity to New York, your issue should arrive in one to three weeks.Thank you again for your continued support!
Best regards,The Cabinetmakers

03 fevereiro 2009

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Reli hoje uma entrevista ao Fernando Calhau na qual ele fala da pintura do seu primeiro quadro verde. A fórmula para o quadro foi préviamente criada numa carteira de fósforos, num esquema tipo pintura por números. Uma noite sonhou com o quadro pronto, pendurado numa parede e pensou: a ideia resulta. Pintou-o e viu que era igual ao sonho. Nunca mais lhe aconteceu sonhar com um quadro.

Acontece-me sonhar muitas vezes com obras de arte (se é que lhes posso chamar isto pois só existem em sonhos. Não sonho com um trabalho específico que tenha visto em alguma ocasião). Prédios abandonados ou inacabados são lugar para intervenções directas com cor, muito subtis. Uma parede pintada com camadas infinitas de tinta branca. Montanhas de entulho cuidadosamente instalado, ao mais pequeno pormenor. Retratos-miniatura de herois decadentes, com cores fortes. Um camião gigantesco, de plástico, atolado em relva. Uma panóplia de linguagens, conceitos e ideias, muito pouco programática e nada coerente. A maioria das vezes acordo com a sensação de ter visto as obras mas não me lembro exactamente delas. Não as consigo descrever em pormenor. Ás vezes reconheço o referente, a experiência e o pensamento que estão na origem do trabalho. Relaciono a obra sonhada com a vida acordada. Invento sempre o autor, embora seja eu a sonhá-lo. Os trabalhos são meus? É um dos meus sonhos favoritos, mesmo quando a exposição é má (na vida diurna uma má exposição é uma experiência estéril). Já pensei em fazer um catálogo disto. Mas acho que não vale a pena.

30 janeiro 2009

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La Jetée Chris Marker (1 de 3)

27 janeiro 2009

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por causa dele, hoje passei a tarde aqui,
Museum of Jurassic Technology

25 janeiro 2009

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Pastelaria Portugal

hoje enquanto bebia o abatanado sagrado, ouvi no tom gritado em que as pessoas mais saudosistas, reaccionárias e ignorantes normalmente falam : "eu cá se forem duas mulheres a adoptar uma criança até aceito, agora dois homens é que não, isso nunca, era só o que faltava (pausa)... e duas mulheres adoptarem uma criança do sexo masculino, sim, porque se elas são homens então só podem criar um homem."

Cuspi o abatanado. Saí a correr. Queria ter-lhes batido.

23 janeiro 2009

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Às vezes vêm-nos sonhos estranhos, impossíveis, nada naturais; ao acordarmos lembramo-nos deles com nitidez e admiramos este facto estranho: lembramo-nos, antes do mais, de que o juízo sempre esteve connosco enquanto sonhávamos; lembramo-nos, até, que agíamos de modo extremamente manhoso e lógico durante aquele longo, muito longo tempo em que estivemos rodeados de assassinos, assassinos que eram astutos connosco, que escondiam as suas intenções, que nos tratavam amigavelmente, quando já tinham as armas preparadas e esperavam apenas o sinal; lembramo-nos com que esperteza conseguíamos, finalmente, enganá-los, esconder-nos deles; depois percebíamos que eles conheciam de cor e salteado todas as nossas artimanhas e apenas faziam de conta que não conheciam o nosso esconderijo; mas voltávamos a enganá-los, lembramo-nos disso tudo nitidamente. Mas porque razão, ao mesmo tempo, a nossa mente se conformava a tantos absurdos e impossibilidades que enchiam o nosso sonho? Um dos assassinos, aos nossos olhos, transformava-se em mulher, e depois num anão, pequeno, astuto, asqueroso - e aceitávamos tudo isso de imediato como facto consumado, quase sem perplexidade, e precisamente no momento em que a nossa mente, por outro lado, estava extremamente tensa, manifestando força extraordinária, habilidade, perspicácia, lógica? Por que razão, ao acordarmos e ao entrarmos por completo no mundo real, sentimos quase sempre , e às vezes com a força da impressão indelével, que deixámos no sonho alguma coisa por desvendar? Rimo-nos do absurdo do nosso sonho e sentimos, ao mesmo tempo, que no emaranhado de absurdos do sonho existe uma ideia, uma ideia já real, uma coisa que faz parte da nossa vida real, uma coisa que existe e sempre existiu no nosso coração; parece que o nosso sonho nos disse alguma coisa nova, profética, ansiada por nós; a nossa impressão é forte, é feliz ou dolorosa, mas em que consiste e o que nos foi de facto dito - isso não somos capazes de compreender nem recordar.
~
O Idiota, Dostoiévski
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a imagem vem daqui por aqui.
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Mulheres:
Se alguém quiser um destes (espanta-te Miguel! - mas o copo é cómodo e lógico.)tenho um código para um desconto de 3£ para 3 interessadas. Aproveitem, vale a pena.

(Obrigada à Miss Spring por me ter relembrado que isto existe.)

19 janeiro 2009

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Less cell phones MORE MUSIC

Este fim de semana fomos ver The Fall na Casa da Música. Estava feliz e desejosa por vê-los ao vivo mas o concerto foi uma grande merda. O som estava mau, alto, embrulhado e confuso e a experiência acabou por ser apenas torturante. O técnico, atrás das luzes, arruinou o concerto e foi por vergonha que não o desanquei.

O concerto foi promovido por uma conhecida marca de telemóveis. Não vou a festivais porque além das multidões, não suporto a agressão da publicidade que ali se pratica. Detesto espreitar para o palco entre chouriços laranjas, lencinhos vermelhos e balões azuis. Acho incrivel que se pague um tostão para ser assediado violentamente. E isto agora parece acontecer em todas as salas "grandes" de espectáculos. Para ver o Mark E. Smith no sábado tive que me desviar de estrelas laranjas brilhantes e dizer muitas vezes Não, obrigada a umas miúdas, todas loiras e com largos sorrisos, que me tentaram impingir jornais, lenços e estrelas a cada fria esquina da obra do Rem Koolhaas.
Causa-me asco e raiva ver a música cada vez mais associada a estes grupos empresariais e marcas e tanta gente ser veículo publicitário mais ou menos inconsciente. E que ninguém diga não.



Amen!

15 janeiro 2009

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Santa Ignorância



Em 9 partes, que não a tornam mais digerível.
(e eu não consegui rir em nenhuma).

08 janeiro 2009

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O Porto (com a Joana)








04 janeiro 2009

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Porthos devient Hamlet




(Vi o filme uma vez há muito tempo. Hoje acordei com um título para esta cena (acho mesmo que foram as primeiras palavras que pensei), a imaginar ligações entre esta conversa e a tragédia do Príncipe da Dinamarca. Estou de cama há 3 dias, com febres altas, por isso desculpem o delírio pobre mas fiquem com a beleza da cena)

18 dezembro 2008





ilustração para a divulgação de um workshop de teatro de sombras no Virgínia

14 dezembro 2008

Este ano, se tudo correr bem, não haverão prendas no Natal.

10 dezembro 2008

roy roger's quote

"Na pas de coincidências. Estamos todos no mesmo sitio à mesma hora. Só que uns estão a bordo da máquina mole de 2 pernas e outros a dançar com as luzes"

26 novembro 2008

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preciso do tempo



desenho de william edmonds

03 novembro 2008

O mesmo gajo

29 outubro 2008



his puppet

28 outubro 2008

O apicultor viúvo

15 outubro 2008

I decided to take my analog camera (which was abandoned for 3 years now) for the small journey we made last week and soon discovered that it was broken. Beside the pictures taken with his mobile phone, these are legends or titles for pictures never taken with the broken machine:

1. A family eating strawberry and lemon ice cream, sitting under the poet France Prešerenthe statue, facing the window where Prešeren's muse used to live

2. Huge spiders in the lights that iluminate the Triple Bridge over Ljubljanica river, designed by Jože Plečnik (blurred)

3. Coffeshops in Trubarjeva road, at dawn

4. A subtly iluminated show case with an entomologist colection

5. A subtly iluminated show case with an entomologist colection

6. A cabinet with a set of objects used to collect butterflies

7. Cabinet with different rocks and minerals, organized by origin on glass shelves

8. Hugo drinking Jagermeister at a bar near Celica with a unfocused couple in the background drinking Lasko Beer

9. Marco, the bus driver, driving through the mountains, surrounded by his objects - some peacock's feather above his head, two plastic butterflies in the front window, a plastic virgin marie hanging from the rearview mirror

10. The Soca River, the first time we saw it and were amazed by its emerald colour (before i saw it, i though that was a exageration to attract turists) - (photo taken from the bus)

11. Beehouse at the right side of a small green pasture, with its wood front painted yellow, blue and red

12. Beautifully red geraniums at all the windows of all the houses by the road

13. The man and his son behind a pile of ice cream cones in their coffeshop at Bovec

14. Me hitchiking in a road at Kal Koritnica

15. The glacial Trenta Valley (four pictures from the car, one unfocused)

16. Panoramic picture from the green and white mountains around our new tent at the deserted and icy camping site

17. Fog

18. Hugo sleeping in the caravan, with his skin turned orange from the light through the curtains

19. A small Chamois (Rupicapra rupicapra) against light, right in front of us

20. Bright orange and yellow beech leaves

21. View of a forest of huge spruce and beech trees growing between and on white limestone rocks covered with moss

22. The mountain pass at 1600 mts with snow

23. The path down (Standing in the begining of the descend, you can see almost all the way down through fallen stones, snow and some orange beech trees down bellow)

24. Us sitting in silence, between bushes, to see a group of chamois eating in a little forest high above

25. A man, dressed in blue between green trees, fixing his roof before winter

26. Little firewood house, full of wood cutted with the same size

27. Stone bridge over a stone river

28. Carriage full of sleeping people in the night train from Zagreb to Venice

29. The bastard that stole my hand bag while sleeping at Venice airport, running out the automatic door
snow from here

01 outubro 2008

Vou passear a umas montanhas lá longe.

deixo o baldio a ser embalado pelo senador Stevie Moore num video do autosam:

wet nap


so long.

27 setembro 2008

II erupção

23 setembro 2008

(de volta ao tucker nichols)

Convite emocionado:
Para ver os desenhos e os comentários.
É maravilhoso.
http://tuckernichols.blogspot.com/


E já agora um projecto novo do mesmo senhor, para quem quer dizer e agitar as coisas a alguém: Anonymous Postcard

07 setembro 2008



Michael Borremans
The Appearance, 2005
Oil on canvas

01 setembro 2008

30 agosto 2008

29 agosto 2008

19 agosto 2008

15 julho 2008

14 julho 2008

25 junho 2008

22 junho 2008

O livro começa assim:

À sua maneira este livro é muitos livros, mas é sobretudo dois livros. O leitor fica desde já convidado a escolher uma das seguintes possibilidades:

O primeiro livro pode ler-se da mesma forma como habitualmente se lêem os livros e termina no capítulo 56, onde se encontrarão três vistosas estrelas que correpondem à palavra FIM. Como tal, o leitor prescindirá de ler o que se segue sem grandes remorsos.

O segundo livro pode ler-se a partir do capítulo 73, bastando seguir a ordem indicada no final de cada capítulo. Em caso de confusão ou esquecimento, bstará consultar a seguinte lista:

73-1-2-116-3-84-4-71-5-81-74-6-7-8-93-68-9-104-10-65-11-136-12-106-13-115-14-114-117-15-120
16-137-17-97-18-153-19-90-20-126-21-79-22-62-23-124-128-24-134-5-141-60-26-109-27-28-130-151
152-143-100-76-101-144-92-103-108-64-155-123-15-122-112-154-85-150-95-146-29-107-113-30-57-70
147-31-32-132-61-33-67-83-142-34-87-105-96-94-91-82-99-35-121-36-37-98-38-39-86-78-0-59-41-148
42-75-43-125-44-102-45-80-46-47-110-48-111-49-118-50-119-51-69-52-89-53-66-149-54-129-139-133-140
138-127-56-135-63-8-72-77-131-8-131.


Gosto de pensar que uma gralha pode provocar outro livro.
Experimentar uma leitura lotaria, tirando à sorte papelinhos com o número dos capítulos.
Mas agora vou começar seguindo esta tábua de orientação.

17 junho 2008

12 junho 2008

Barca dos Hermínios - Planalto Central da Serra da Estrela


08 junho 2008